Curiosamente eu penso muito sobre isso. Quando eu era criança ouvi muito meu pai falar: “eu não vou envelhecer, vou morrer antes disso”. E eu ficava indignada com isso, e mandava ele “virar a boca pra lá”. Por alguma razão, na minha cabeça jovem, era necessário morrer velho. Ou porque eu queria ele por perto o máximo que desse, ou porque naturalmente teríamos que viver até a velhice. Hoje, aos 32 anos, eu começo a sentir o efeito das passagens de janeiros. Ruguinhas já estão fazendo morada, ressaca já tem sintomas de dengue (rsrs), estou menos tolerante a barulho, não consigo dormir até tarde, balada? esquece!.
Penso frequentemente no “pouco tempo que tenho”, ou em quanto “está tarde para começar algo”, ou que “eu deveria ter feito isso enquanto era mais jovem”. E eu tenho só 32 anos, pela expectativa média brasileira, ainda tenho mais que o dobro de vida pela frente.
Não estou gostando de envelhecer. Esteticamente vivo uma constante disputa entre “tô feia, tô bonita”. No mesmo momento em que acho que estou na minha melhor fase: mais bonita, madura e elegante, eu sinto falta do enrijecimento da pele (eu nem sabia que era tão vaidosa assim – me render ao botox foi o atestado disso).
Sem delongas, o que eu acho da ideia de ter uma vida longa: meu coração cristão quer contemplar a face de Deus o quanto antes, mas não serei hipócrita e falar que esta foi minha primeira resposta.
A resposta foi: quanto mais tempo nesta terra eu tiver para viver com o meu marido (e os filhos que Deus nos dará), mais grata serei por cada dia a mais concedido por Ele!
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Sugestão de escrita diária
O que você pensa da ideia de viver uma vida muito longa?


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